Sério, Moda?

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São Paulo e um batom vermelho

Publicado em 3 maio 2012 on 0:11

 

 

 

 

Por mais que as revistas de moda decretem, a cada 3 meses, a cor da estação – desta vez é o laranja? – não adianta. Basta olhar pela janela, parar por 5 minutos prestando atenção nas pessoas caminhando pelas calçadas ou pelos corredores de um shopping ou pela entrada do kilinho onde você almoça toda semana para constatar: somos cinzas.

OK, OK. Nenhuma novidade, certo? Faz tempo sabemos que nós, paulistanos, somos formais, sérios, básicos no vestir.

Mas a surpresa foi reparar nessa tendência – literalmente – monótona em redutos nos quais se espera rebeldias ou criatividades fashion, pra falar o mínimo.

Na última sessão de fotos para o http://spstreetstyle.tumblr.com/, que rolou há umas duas semanas, num dos primeiros findes com temperaturas amenas – mais propícias à produções mais elaboradas – o que vimos foi uma profusão de neutros. Garimpar looks foi uma grande dificuldade.

Então como uma boa análise à respeito de qualquer assunto geralmente requer dois movimentos (olhar para fora e olhar para dentro), eu, Jodie, fui buscar os motivos que fazem com que eu também (confesso!) me refugie nos beges, cinzas, pretos e brancos.

É mais seguro, não? Erra-se menos com o neutros, todo mundo sabe disso. E isso não seria (é?) problema, a não ser por um motivo: a uniformização.

Já faz algum tempo que ouvi de profissionais da área que o ‘básico’ matou a moda no Brasil. Hum, grave isso, não?

Não temos (tanta) cultura de moda (ainda), nem tempo e conhecimento (e dinheiro) para extravagâncias cromáticas. E se cairmos no extremo estereotipado do made in Brazil? Carnaval, Carmen Miranda e Havaianas? Nem pensar, não é?

E do que mais a gente se defende?

Outro dia estava confabulando com meus botões sobre como uma garota que eu conheço – que nunca usa cores, veja bem, NUNCA – não me passa confiabilidade. O que ela dissimula com tanta neutralidade? Se camufla, a pessoa?

Entendi, depois disso, porque uma amiga me disse, recente e sabiamente: “Jodie, passa um batom vermelho!”

Posso falar? Amiga leitora, faça o mesmo! A vida precisa de um pouco mais de cor. (E de tudo mais que possa vir com elas.)

 

Comece devagar. Depois do batom, tente um acessório colorido.

 

Depois tente uma ou outra peça com cor… Não precisa fugir do seu estilo, combinado?

 

E um dia a cor vai ser tão básica quanto os nossos cinzas seguros!

 

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Dinka style – anote isto

Publicado em 27 novembro 2011 on 17:30

 

 

 

Para minha primeira matéria para o Sério, Moda?, começo falando de música, mas não exclusivamente disso, ao contrário do que vocês poderiam esperar.

Neste pontapé inicial, trago para vocês, leitor@s, um pouco do trabalho de uma artista singular: DINKA.

Bom gosto é o ponto de partida nessa conversa, seja falando de visual ou de sonoridade. Produtora musical reconhecida por seu estilo dançante e harmonioso, Tamara “Dinka” Hunkeler, considerada a rainha do house progressivo – esse que é bem gostosinho de dançar na night - encanta o público com seu look clean e cool, adicionado de suaves ousadias como brilhos ou plumas.

Conheçam DINKA, e começar a entrar no novo clima do Sério, Moda?.

Como o som que Dinka produz, seu estilo é refinado e cheio de brilhos – tudo ultra feminino.

 

 

 

 

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Eu me apaixonei

Publicado em 26 outubro 2011 on 22:26

 

 

 

Me apaixonei.

É, acontece. Acontece quando você menos espera – e me perdõem, leitore/as, por esse malfadado clichê. Mas eu me apaixonei.

Me apaixonei pelo nosso novo layout, por um belo par de sapatos, por um som, por um moço, por uma ideia. Por garotas talentosas que batalham seus espaços nesta cidade louca. Por cantoras doces que não atraem só nossos ouvidos e corações, mas também nossos olhares.

Me apaixonei por uma festa – e pela promessa de mais por aí (novidades, mais novidades!).

Amei o trabalho da Ana Kreutzer, essa, por sua vez, apaixonada por tecidos. Os tecidos falam, diz ela. E nós concordamos, pois vivemos ouvindo o que os tecidos, formas, proporções – escolhas, enfim – tem a dizer a cada look fotografado aqui em São Paulo ou pesquisado na blogosfera.

Gamei na delicadeza e originalidade das peças produzidas pela Georgia. Como é diferente e bom entrar em contato com produções pessoais – as almas bacanas, parece, grudam nas roupas e calçados que suas donas produzem.

 

Georgia – Coleção Sakura

Georgia – Coleção Sakura

Georgia – Coleção Sakura

Adorei ver a Corinne Bailey Rae clicada pelo Scott Schumam para o seu (nosso amado) blog The Sartorialist.

 

Até o look de Corinne é doce

 

Me jo-guei na música. E para eu não ficar perdida entre looks e acordes, criamos uma nova seção aqui no Sério, Moda?, a Play{ing} Now, e chamamos um DJ pra tomar conta dela. A Trilha do Post cresceu e virou trilha do site. E esse moço…

Além das dicas {de qualidade} dos sons que estão rolando nas pistas all over the world, ele já está com ideias super bacanas pra gente aliar street style e diversão. Para todas e todos.

Adorei a nossa nova colunista, cheia de vontade e dicas espertas – a Delô Santos, que vai assumir a coluna Pergunte-me como – aguardem, aguardem!

Pirei nos nossos novos leitores – os meninos!

E como o exercício mor é se apaixonar mais de uma vez pelo mesmo objeto de paixão, me reapaixonei pelos veteranos da minha equipe: Dan, o fotógrafo, e Eris, colunistas mais que especiais.

E, o melhor de tudo: continuo apaixonada por você, leitor/a, que aguentou todas as fases do Sério, Moda? e está aí de novo, pront@ para mais uma.

Então é isso, preparem-se e divirtam-se! Bem-vindos ao novo Sério, Moda?!

 

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Branquinho básico

Publicado em 28 agosto 2010 on 21:59

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Little White Dress

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Branco. Já fazia algum tempo que a gente estava vendo o branquinho básico aparecer como a opção tropical ao clássico infalível pretinho básico, o little black dress (ou “LBD” – decore essa sigla, isso te acrescenta pontos na carteirinha da AMAM – Associação das Meninas Antenadas em Moda).

Claro que não foi por causa da Carrie, mas seu little white dress no poster do Sex and The City 2 foi o carimbo cool que faltava.

Quer desfilar por aí com pinta de fashionista? Escolha o seu vestido branco. Vale aquele vestido de 10, 15 anos atrás que sua mãe comprou e  você  odiou na hora, mas ficou com dó de jogar fora – esses, aliás, são os mais bacanas.

Descolado mesmo é usá-lo no inverno, com casaco e meia opaca. Mas parece que agora você vai ter que esperar até o próximo ano.

A boa notícia é que, com esse conceito branco básico + acessórios com cor (Oi, fica melhor que com acessórios brancos, vai por mim… E aaamo com acessórios pretos.), dá para adaptar top + saia ou shorts brancos – se você não tiver um LWD (vai decorando, garota).

E, olho: as lojas de fast fashion estão ligadas, já tem modelinhos por menos de R$ 60,00! U-hu.

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Talvez tudo tenha começado com Giovanna Battaglia (da Vogue Itália)…

 

Sim, ela: Miss Pandora é outra responsável por "coolizar" o LWD.

 

Misturado com a tendência Militar.

 

 

O blog Style Copycat disse que a tendência veio da passarela. Mas eu tenho cá pra mim que foi o contrário, m-hum.

 

Olha o truque top + shorts!

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