maio
2012
Por mais que as revistas de moda decretem, a cada 3 meses, a cor da estação – desta vez é o laranja? – não adianta. Basta olhar pela janela, parar por 5 minutos prestando atenção nas pessoas caminhando pelas calçadas ou pelos corredores de um shopping ou pela entrada do kilinho onde você almoça toda semana para constatar: somos cinzas.
OK, OK. Nenhuma novidade, certo? Faz tempo sabemos que nós, paulistanos, somos formais, sérios, básicos no vestir.
Mas a surpresa foi reparar nessa tendência – literalmente – monótona em redutos nos quais se espera rebeldias ou criatividades fashion, pra falar o mínimo.
Na última sessão de fotos para o http://spstreetstyle.tumblr.com/, que rolou há umas duas semanas, num dos primeiros findes com temperaturas amenas – mais propícias à produções mais elaboradas – o que vimos foi uma profusão de neutros. Garimpar looks foi uma grande dificuldade.
Então como uma boa análise à respeito de qualquer assunto geralmente requer dois movimentos (olhar para fora e olhar para dentro), eu, Jodie, fui buscar os motivos que fazem com que eu também (confesso!) me refugie nos beges, cinzas, pretos e brancos.
É mais seguro, não? Erra-se menos com o neutros, todo mundo sabe disso. E isso não seria (é?) problema, a não ser por um motivo: a uniformização.
Já faz algum tempo que ouvi de profissionais da área que o ‘básico’ matou a moda no Brasil. Hum, grave isso, não?
Não temos (tanta) cultura de moda (ainda), nem tempo e conhecimento (e dinheiro) para extravagâncias cromáticas. E se cairmos no extremo estereotipado do made in Brazil? Carnaval, Carmen Miranda e Havaianas? Nem pensar, não é?
E do que mais a gente se defende?
Outro dia estava confabulando com meus botões sobre como uma garota que eu conheço – que nunca usa cores, veja bem, NUNCA – não me passa confiabilidade. O que ela dissimula com tanta neutralidade? Se camufla, a pessoa?
Entendi, depois disso, porque uma amiga me disse, recente e sabiamente: “Jodie, passa um batom vermelho!”
Posso falar? Amiga leitora, faça o mesmo! A vida precisa de um pouco mais de cor. (E de tudo mais que possa vir com elas.)





























































































