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Isso mesmo. Pare de seguir a moda.
Tá bem, agora vamos explicar o que acontece. Ou melhor, o que aconteceu essa semana, que me fez ficar com o maior bode – ou um bode maior – do mercado da moda.
Vocês sabem que eu sempre defendi o fast fashion, pela fato desse tipo de comércio democratizar o acesso ao design de moda.
Tudo bem que a cópia é uma prática totalmente discutível.
Mas tudo bem, também, que as referências de moda são coisas que estão aí, no ar, nas vitrines, nos blogs, nas revistas, nas ruas, ou seja, o acesso a essas informações é livre. Afinal, somos todos parte do processo dinâmico e (quase) autônomo da moda.
OK. Esse é o macro-universo, muito ãn passãn (do francês chic “an passant”, ou seja, de passagem, de leve). Mas vamos falar do que nos interessa, ou seja, se como todo esse processo afeta a gente em dois micro-momentos cruciais e pessoais: a hora em que a gente se veste de manhã e a hora em que estamos tomando decisões de compra.

Bem, então lá estava eu, andando por uma avenida de comércio popular, prestando atenção em tudo – vitrine, araras, tecidos, acabamentos – e, principalmente, em como a cópia da cópia de tendências está ocorrendo com uma rapidez inacreditável e, infelizmente, nem sempre com o mesmo apuro em termos de qualidade.
Não é justo!
Não é justo com quem pensou e se debruçou sobre uma ideia e criou algo do nada – ou das referências – e não é justo com a gente, moçada a fim de consumir moda, sem, contudo, ter acesso a esses caras caros, mas nem por isso merecendo roupas mal feitas.
Claro que euzinha não posso mudar o mundo da moda. No máximo posso fazer algo por mim, e talvez por uma ou outra leitora fofa que sinta a mesma coisa que eu.
Foi aí então que me ocorreram vários estalos, que eu transformei em lições pra vocês:
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1- Você *não precisa* seguir a moda
Tá, óbvio. Mas você está aí, lendo um blog de moda, não está?
Então a 1ª coisa é tentar não sentir aquele apertinho no coração, aquela alterada de respiração toda vez que você vir uma peça “amor à 1ª vista” de uma nova tendência. Ou melhor, respirar fundo toda vez que essa sensação chegar.
Já parou pra pensar que a maioria das pessoas à sua volta não sabe o que é tendência de moda ou nunca ouviu ou pronunciou palavras como balonê, devorê ou matelassê?
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2- Fashion victim, já ouviu falar?
Pois é, é o que você se torna se “seguir a moda” fielmente. E isso, garota, não significa ter estilo.
Ser descolada está associado a decisões super particulares de moda, beleza e – pense nisso – comportamento.
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2- Os básicos e clássicos salvam
Pare e pense no seu guarda-roupa. Se você tem peças bem escolhidas, você talvez perceba que *não precisa* de uma nova peça.
Existe uma quantidade pequena de peças certeiras (que te vestirão do trabalho à balada) – as básicas, e de peças que jamais sairão de moda – os clássicos.
Estou sempre falando dessas peças aqui no Sério, Moda? – por isso você deve visitar o blog toda semana. ;] E também estou tumblando looks com clássicos, aqui no Só um clássico salva.
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NET-A-PORTER.COM
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3- O acessório é o rei, mesmo
Tá, vamos falar a verdade? Todo especialista de moda fala que o acessório faz o look, e que o acessório correto tem o poder de atualizar seu guarda-roupa a cada estação.
Mas, hello, bolsas de R$500,00 e sapatos de R$1.500,00??? Então vamos com calma.
Claro que você acha colares de dez reais e sapatilhas de R$ 20,00. Mas aí voltamos ao meu bode inicial – cópia, baixa qualidade, pouca personalidade fashion…
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É aí que entra a sua parte, seu dever em praticar garimpo fashion. Vou falar mais disso nos próximos posts, pois é aí que mora o segredo das pessoas estilosas: como tomar decisões e onde fazer compras de moda que te deixarão com um estilo único, sem acabar com a sua conta bancária.
Fica tranquila que tia Jodie vai te ajudar, tá? ;]
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4- Usar até o fim
Já falamos disso aqui. Não dá mais pra fingir que a sua atitude, mesmo que mínima, tem um impacto enorme sobre o planeta.
Então, usar uma peça até ela acabar é uma decisão bonita e cheia de importância. E se você escolheu direito, ninguém vai poder datar as peças do seu look (voltamos ao item 2 aí de riba). E… elas não precisam ser exatamente suas – resgate peças rejeitadas nos guarda-roupas alheios.
Sabe, é dica dos consultores de estilo ter sempre uma peça velha na sua produção.
Quer que eu te convença mais? Alexa Chung. Pode reparar como ela – e outras garotas estilosas fotografadas nos blogs de street style – tem sempre uma botinha ou um casaco com ar vintage…
Vide, aliás, a moda das t-shirts podrinhas e a delícia de usar peças que tem história, aqui.
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