junho
2011
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Um encontro inusitado, um rapaz cheio de tattoos e jaqueta de couro com uma moça com aqueles vestidinhos bem românticos e cabelos encaracolados.
Na rua os dois se olham, sorriem e seguem em frente. Detalhe, cada um com fones nos ouvidos, fazendo sua trilha para aquele dia agradavelmente ordinário. O que eles estariam ouvindo? Claro, as aparências indicam que ele ouvia Judas Priest e ela ouvia Mandy Moore. Será?
A curiosidade fez com que ele voltasse, tocasse no ombro dela e perguntasse “que música você está ouvindo?”.
Surpresa, ela olha para ele sorrindo e diz que está ouvindo Black Sabbath. Ele dá uma grande risada e ela o faz a mesma pergunta, ele responde “Corinne Bailey Rae”.
Bem, parece um conto de fadas modernoso ou um filme de Norah Ephron, mas não seria delicioso presenciar encontros assim todos os dias, principalmente se um deles fosse conosco?
O que faz este encontro ser tão fascinante e cool? O romance? O acaso? Não! O simples fato dela ouvir Black Sabbath, e ele, Corinne Bailey Rae.
Quando os rótulos se confirmam, tudo fica mais chato. E quando as aparências enganam, tudo fica mais empolgante.
Nós, seres humanos dotados de inteligência, adoramos ver lógica em tudo, mas quando a semiótica não fecha, algo nos excita e nos transforma em um Indiana Jones em busca da lógica perdida.
Abrir a mente é necessário, largar os rótulos é vital.
Ter tattoos, usar jaqueta de couro e ouvir Corinne, e ser romântica e ouvir Black Sabbath, é o que queremos chamar de cool. Ambos são verdadeiros consigo mesmos e todos podem ser originais vivendo paradoxalmente.
Sejamos nós mesmos, mesmo que nossos ouvidos peçam Corinne e nosso corpo peça heavy metal. Sejamos um delicioso paradoxo. Qualquer dia desses pode ser que sejamos nós as personagens de um novo filme à la Norah Ephron. Quem sabe?
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Perfeito para: fazer uma sessão de filmes by Norah Ephron com as amigas: Harry e Sally (Feitos um Para o Outro), Sintonia de Amor e Mensagem para Você.
Melhor ouvindo: Corinne Bailey Rae, Closer (The Sea)
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